Carta.

Amsterdã, 1985.

Querida Lua, como você está? Já faz um tempo que não lhe escrevo uma carta, faz um tempo que você não me manda notícias, só queria dizer que sinto sua falta, hoje o céu está bonito e deu uma vontade de lhe escrever, lembra quando a gente o observava juntas? Lembra quando dançamos embaixo das estrelas? Aliás, você ainda lembra daquele tempo? A gente foi tão feliz né? O que aconteceu hein? Me diga. É, ainda não perdi a mania das perguntas, sabe como eu sou, ainda tem meu manual de instruções? Sinto falta da sua voz, do calor do teu corpo, da tua pele morena, dos teus cachos, sinto falta de você. Vem me ver, vamos tomar um café e rir das nossas bobagens, vamos ao parque discutir Caetano e morrer de rir, vamos ter dois filhos, vamos nos casar, vamos comigo, vamos?

Da sua eterna Bailarina.

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