fevereiro 22, 2016

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fevereiro 17, 2016

Voltei ao passado, voltei
Me senti sozinha, aflita, pensei
Pensei, minha cabeça parecia aguá fervente
Bolhas, bolhas e pensamentos se chocando
Como um acidente em uma rodovia em trânsito
Me afoguei neles, afoguei
Fui ao fundo do poço e voltei
Ri, chorei, gritei, dancei, pulei
Fumei, bebi, transei, quebrei tudo
Corri, corri atrás do que estava me fazendo bem
Não achei, acordei, era um pesadelo, ufa
Ri sozinha, minha risada fez eco no escuro do quarto vazio
A risada se misturou com o som do ventilador
Dormir, acordei, te procurei, sumiu!
Chorei, me descabelei
Abracei o travesseiro, seu cheiro ainda está nele
Qual o sentido disso tudo?
Nada de pressa né?! Tudo acontece quando tiver que ser
Sempre acabo voltando pro mesmo lugar
sempre volto pra debaixo das tuas asas

Good for you

janeiro 21, 2016

Ficar sozinha nessa sala me faz pensar mais em você
Ouvir aquela música da Adelle que as vezes parece nos descrever tão bem
Me faz lembrar você
Já faz tanto tempo né, as vezes parece que esqueci do teu cheiro
Mas as vezes encontro ele em uma esquina, no ônibus, na rua
E eu me afogo nas lembranças, dos momentos que me fez rir, de você me olhando enquanto eu preparava nosso café, das suas brincadeiras
Dos momentos que estávamos nos amando, de como você me fez mulher, me fez se sentir amada
As vezes parece que esqueci como é te beijar, mas isso só até fechar os olhos, porque todos os dias quando deito eu lembro como foi deitar minha cabeça em teu peito e descansar o peso do mundo
E eu conto os segundos pra isso acontecer novamente
Eu crio planos, imagino cenas, fotos, imagino que tudo isso possa acontecer de novo e melhor dessa vez
Eu me apaixono por você todos os dias, quando ouço sua voz, parece que é a primeira vez
Vem, vem logo e deixa eu dizer sussurrando no teu ouvido que ninguém nunca te amou como eu te amo
Vem, pra eu falar no teu ouvido que ninguém nunca me fez tão mulher como você fez
Vem, só pra eu poder te abraçar de novo

dezembro 30, 2015

Seu minuto, meu segundo

Passei a noite na rua, bebi coisas de desconhecidos
Ri com eles, dancei, fui feliz
Fui, meu corpo estava lá e minha alma estava flutuando
Estava livre, de um jeito que nunca havia sido
Eu estava livre, com pessoas estranhas, algumas cheias, maioria vazias
E eu estava transbordando
Senti vontade de gritar, de correr
Também senti sua falta e encontrei um rosto que lembrava o teu
Minha alma parou de flutuar e eu caí, sentei no chão, quase chorei
Mas ri da situação, o álcool nessas horas ajuda
Ri e quis mandar você pra marte
O rosto familiar havia me deixado, o que o fez mais familiar
Sorri, senti o mundo girar
Gritei, corri e então me senti livre novamente
De uma coisa é certa, ontem eu vivi
Coisa que eu não tinha feito antes
Me transformei, eu me refiz

Um vício difícil de deixar

dezembro 17, 2015

Ainda consigo ouvir sua voz dizendo que voltaria logo
Ainda consigo imaginar seu rosto enquanto estava por cima de mim
Enquanto nos amávamos
Ainda sinto seu perfume, vindo me visitar nos momentos de saudade
Ainda sinto arrepios quando imagino você tocando meu corpo
Te escrever é a forma que imaginei de ter você por perto
Nas histórias que encontro nos livros, eu imagino a nossa
Imagino nós dois pulando de página em página
Imagino eu lendo nossa história, enquanto você encontra abrigo em meu colo
Não sei se existe esse tal de amor verdadeiro, de alma gêmea, só sei que eu gostaria muito de descobrir isso com você
E você? Me diga.

Poema de boteco 03

novembro 16, 2015

Começamos a nos perder
O silêncio que ficou entre nós está me dando pesadelos
O abismo que está aqui agora, está me chamando
Chamando pra fazer parte dele
Hoje o bar está vazio
Assim como eu
Esvaziei, a doçura escorregou por entre meus dedos e desapareceu
Dando espaço a dor e ao medo
Acho que me tornei refém desse amor e não sei como sair disso
Você está partindo outra vez e levando o que sobrou de mim
Ainda posso sentir o cheiro do teu perfume
Ainda consigo te imaginar vestido naquela camisa jeans
Que já não espera mais sua volta
Se achar o caminho de volta, não esqueça de mim
Pretin.

Nota do autor

novembro 10, 2015

Você que vem aqui visitar meu refúgio, gostaria muito que se identificasse, colocasse comentários, falasse o que gosta, o que deveria mudar. Disso tudo aqui, quero escrever um livro, por mais que tudo esteja bem fora de ordem. Enfim, fique a vontade pra aparecer.

Beijos de luz da autora.

Poema de boteco 02

novembro 8, 2015

Segundo boteco da noite
Não há muita diferença entre eles
Pessoas felizes, comemorando, outras sozinhas, presas em sua solidão
Hoje estou presa na minha
Tentando procurar você em cada gole dessa bebida
Ou em cada letra desse poema mal escrito
Lhe procuro em cada boteco que entro
Em cada boca que beijo, procuro o doce da tua
Em cada ar perfumado que respiro, é pelo teu perfume que anseio
Meu corpo anseia pelo teu calor
A bebida acabou e eu já não consigo raciocinar tão bem
Melhor ir parando, quem sabe no próximo boteco eu lhe encontro

Poema de boteco

novembro 8, 2015

Ouvi dizer que toda boa história começa em uma mesa de bar
Assim eu tentei escrever a nossa história, sentada em um boteco qualquer
Tentei lhe colocar em linhas, em palavras, poesias, tentei
Nunca pensei que fosse tão difícil escrever alguém
Apenas mais uma de amor nunca fez tanto sentido, como está fazendo nessas últimas horas
Observo cada rosto dentro desse bar, pela procura do teu
Nenhum tem um sorriso como o seu
Nenhum um perfume se compara ao teu
Nunca amarei alguém como eu te amo
Descobrir o que é amar, nos faz sofrer por qualquer coisa
Como diz Lulu Santos.: o que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber
Boteco já está fechando e as palavras já acabaram
Então, se cuida meu amor
Em alguma esquina a gente ainda vai voltar a se esbarrar
Se cuida

outubro 29, 2015

Estou jogada na cama, jogada em cima do lençol que ainda tem teu cheiro
Cheiro que invade meus pensamentos
Que invade todos os cômodos da casa
As vezes gosto de ir até a janela e acender um cigarro
Pra ver se essa fumaça te traz de volta
Procuro por você em todos os cantos que meu corpo se arrasta
Te procuro na esquina, naquele bar, naquele parque
Tento encontrar nós dois, aquele dois de alguns meses atrás
Tento, tento
Parte de mim eu sei que está aqui, a outra você levou no dia que me deixou e entrou naquele metrô
Mesmo que tenhas medo, mando borboletas trazer te para mim
Insisto em procurar teu cheiro em todos os lugares
Já nem lembro das nossas datas comemorativas, se é que ainda existem
Eu ainda te amo, como te amei quando lhe vi sentado naquele banco da estação
Ainda te amo, como te amei quando nossos corpos se encontram em cima dessa cama
Eu ainda te amo, como te amei no dia que lhe deixei partir, ali eu me parti ao meio sem saber
Ainda te amo e anseio por querer te perto de mim
Anseio pela tua volta, pela minha volta
Ainda te amo, moço